Investigação em NF1 – glioma da via óptica

Crianças com Neurofibromatose Tipo 1 (NF1) são propensas ao desenvolvimento de tumores cerebrais, especificamente gliomas de baixo grau do nervo óptico, designados por gliomas da via óptica. Estes tumores contêm uma mistura de células cancerígenas e não cancerígenas, cada uma importante para a formação e crescimento do tumor. No entanto, todas as terapias actuais focam-se em células cancerígenas com sucesso variável.

Num esforço para desenvolver novos tratamentos que visam as células imunes não cancerígenas nos gliomas da via óptica em NF1, investigadores do Laboratório Gutmann da Universidade de Washington utilizaram ratos geneticamente modificados para desenvolver gliomas ópticos. 

Os pós-doutorados Jit Chatterjee e Amanda Costa estão a trabalhar juntos com o objectivo de determinar em que momento as células imunes, especificamente a micróglia e as células T, surgem pela primeira vez nesses tumores, e em que momento produzem pequenas moléculas de sinalização que suportam a progressão do glioma óptico.

Estudo publicado na Neuro-Oncology Advances

Ao bloquear essas moléculas sinalizadoras, designadas por quimiocinas ou citocinas, nos momentos em que se fazem notar pela primeira vez, Chatterjee e Costa mostraram que os ratos não desenvolveram gliomas ópticos. Além disso, os efeitos foram duradouros, não apresentando os ratos qualquer evidência de formação de tumor meses após o tratamento inicial.

Estas descobertas empolgantes sugerem que a formação e progressão dos gliomas da via óptica em NF1 podem ser prevenidas através da interrupção da função das células do sistema imunológico, abrindo a porta para abordagens mais refinadas no tratamento de tumores cerebrais que surgem em crianças com NF1.

Leia o artigo em inglês AQUI

Informação sobre o estudo da Neuro-Oncology Advances AQUI