Potencial medicamento para NF2 em nova etapa nos ensaios clínicos
Chris Gibson é co-fundador e CEO da Recursion, empresa fundada em 2013 que utiliza o Deep Learning – ramo da Inteligência Artificial – para encontrar novas abordagens terapêuticas.
“A ideia genérica é prever qual a reacção do organismo a qualquer coisa. Qualquer evento, qualquer medicamento, qualquer proteína, qualquer molécula – qual é o resultado dessa interacção, e é algo que possa ser antecipado?”, explica em entrevista à ZDNet.
Estamos perante aquilo a que se pode chamar de quebra-cabeças para a cura do corpo. “É um grande quebra-cabeças, e é absolutamente solucionável. As peças estão a encaixar-se”, garante Chris Gibson.
A Recursion, a par de outras empresas do ramo da Biotecnologia, ambiciona que a Inteligência Artificial possa conduzir a novas formas de terapia, agilizando o processo de concepção, testagem e comercialização de medicamentos.
Os primeiros resultados práticos, estima Gibson, poderão surgir “dentro de dois ou três anos”. Por resultados práticos entenda-se novos medicamentos. “Estamos a chegar lá”, afiança.
A partir da combinação de testes orientados através da Inteligência Artificial e de experiências in vitro, está já a surgir um pipeline substancial de potenciais medicamentos, em parceria com a indústria farmacêutica.
No passado mês de Janeiro, a Recursion anunciou que tem mais de 50 programas em curso, projectos que a empresa concordou em realizar com clientes ao longo de vários anos, qualquer um deles susceptível de uma descoberta.

De entre esses 50 programas, há dois que se apresentam como os mais promissores a curto prazo, ambos na área da Oncologia. Um destina-se ao tratamento da polipose adenomatosa familiar, uma doença hereditária na qual os pólipos se formam no intestino grosso; o outro está relacionado com a Neurofibromatose Tipo 2.
Ambos deverão entrar na etapa de ensaios clínicos de Fase II, durante a qual um medicamento é testado quanto à sua eficácia, neste trimestre ou no próximo, de acordo com a actualização feita pela empresa no início de Março.
Em relação ao medicamento para a NF2, designado por REC-2282, o mesmo demonstrou uma redução na activação de algumas vias principais nos pacientes, o que, nas palavras de Chris Gibson, “é bastante entusiasmante”.
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Sobre o Deep Learning:
https://www.hpe.com/pt/en/what-is/deep-learning.html
https://tecnico.ulisboa.pt/pt/noticias/curso-de-especializacao-deep-learning/
Sobre o REC-2282:
https://www.clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT05130866
