Estudo aponta para tratamento não-cirúrgico de schwannomas

Brain Tumour Research Centre of Excellence da University of Plymouth, em Inglaterra, deu um “passo empolgante” na investigação que está a conduzir em Neurofibromatose tipo 2 (NF2).

Artigo da autoria do professor David Parkinson e da sua equipa, publicado no jornal Brain, representa um “progresso no desenvolvimento de um potencial tratamento não-cirúrgico” para pacientes com NF2 que desenvolveram schwannomas, também conhecidos como neuromas acústicos.

A NF2 é causada por uma cópia defeituosa de um gene também designado por NF2; ao funcionar correctamente, esse gene produz uma proteína protectora chamada Merlin, que contribui para a sinalização celular que impede a formação de tumores. O gene defeituoso em pacientes com NF2 faz com que as células sigam uma rota de sinalização pró-tumoral, levando desta forma à formação do tumor.

O estudo levado a cabo no Brain Tumour Research analisou o efeito de bloqueio de um dos estágios finais dessa via de sinalização pró-tumoral, demonstrando que dois medicamentos, VT1 e VT2, bloquearam com sucesso esse estágio final e evidenciaram que, ao fazê-lo, os schwannomas não apenas pararam de crescer, como diminuíram de tamanho.

A resposta bem-sucedida aos medicamentos pode vir a proporcionar aos pacientes com schwannomas um tratamento alternativo à cirurgia e radioterapia

Os investigadores concluíram, assim, que a resposta bem-sucedida aos medicamentos nas pesquisas pré-clínicas pode abrir caminho para ensaios clínicos de fase inicial, tanto de VT1 como de VT2, podendo estes, potencialmente, vir a proporcionar aos pacientes com schwannomas um tratamento alternativo à cirurgia e radioterapia.

“O nosso estudo é um primeiro indício de que poderemos proporcionar aos pacientes com schwannomas um tratamento alternativo bem-sucedido para controlarem a sua condição. No entanto, pacientes com Neurofibromatose tipo 2 apresentam, por norma, tumores schwannoma e meningioma no sistema nervoso. Para estes pacientes, a perspectiva de um único medicamento que possa tratar ambos os tipos de tumor, sem a necessidade de cirurgia intrusiva e arriscada, é claramente uma perspectiva empolgante”, salienta o professor David Parkinson.

Publicação do Brain Tumour Research

Notícia publicada pela Mirage News

Artigo publicado no jornal Brain