Maior investigação alguma vez realizada sobre o desenvolvimento cerebral na NF1

Uma equipa internacional de cientistas irá utilizar milhares de ressonâncias magnéticas cerebrais provenientes de investigadores de vários pontos do mundo para estudar a Neurofibromatose Tipo 1 (NF1).

Liderado por investigadores da Universidade de Manchester e do Manchester University NHS Foundation Trust, em colaboração com cientistas na Austrália e nos Estados Unidos, o estudo permitirá monitorizar as alterações na estrutura cerebral ao longo do tempo em crianças e jovens com NF1.

Com um financiamento de 2,2 milhões de libras atribuído pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, esta é a maior investigação alguma vez realizada sobre o desenvolvimento cerebral na NF1. A equipa utilizará técnicas avançadas para analisar a estrutura cerebral de mais de 10.000 ressonâncias magnéticas, comparando-as com cérebros de indivíduos saudáveis da mesma idade.

Liderada por Shruti Garg, docente sénior na Universidade de Manchester e líder do Departamento de Saúde Mental do Instituto Nacional de Investigação em Saúde e Cuidados do Manchester Biomedical Research Centre, esta investigação internacional tem como objectivo compreender de que forma as alterações genéticas específicas afectam o cérebro e como as mudanças na sua estrutura podem prever dificuldades de aprendizagem.

“As dificuldades de aprendizagem e de comportamento na NF1 podem ter um impacto profundo na qualidade de vida das crianças e jovens afectados. Este financiamento é uma oportunidade crucial para aprofundarmos o entendimento sobre como as alterações no gene NF1 afectam o desenvolvimento cerebral”

Dr Shruti Garg

“Tal como os ‘gráficos de crescimento’ são amplamente utilizados para monitorizar o crescimento físico das crianças, a nossa investigação permitirá criar ‘gráficos cerebrais’ específicos para a NF1, que servirão como referência para as alterações estruturais do cérebro relacionadas com a idade”, refere, citada em comunicado, Shruti Garg, que também é psiquiatra de crianças e adolescentes no Royal Manchester Children’s Hospital.

Comunicado