“É importante que os futuros professores conheçam a NF e saibam como lidar com as dificuldades escolares destas crianças”

A Professora Elsa Canelo, dinamizadora da Linha de Apoio ‘Educação na APNF’ no ano lectivo 2021/2022, participou, no dia 24 de Junho, no Ciclo de Aulas Abertas via Zoom da Licenciatura em Educação Básica do ISEC – Instituto Superior de Educação e Ciências de Lisboa, com o tema “Leitura Assistida por Cães (Cães&Livros – R.E.A.D. Portugal) com crianças com Neurofibromatose: relatos de um Projecto”.

“Foi uma proposta que fiz à professora Sandrina Esteves, coordenadora da Licenciatura em Educação Básica do ISEC, para dar a conhecer o que é a NF e o que fazemos no nosso projecto de Educação”, explica Elsa Canelo, sublinhando que, ao marcar presença neste tipo de iniciativas, a APNF “dá a conhecer a doença e o apoio que proporciona às crianças em idade escolar que têm esta condição”.

“É importante que os futuros professores conheçam a doença e saibam como lidar com as dificuldades escolares destas crianças, para que não sejam erradamente julgadas como mal educadas, ou pouco interessadas”

Prof. Elsa Canelo

A licenciatura em Educação Básica, segundo se pode ler no site do ISEC, “proporciona uma formação abrangente que constitui uma etapa de aprendizagem promotora da aquisição de competências pedagógicas, culturais e científicas para intervir em diversos contextos educativos”, tais como ATL, ludotecas, museus, autarquias, bibliotecas, serviços de pediatria, associações culturais, entre outros, tendo como destinatários “alunos que tenham terminado o ensino secundário; maiores de 23 anos de idade; diplomados de Cursos de Especialização Tecnológica; diplomados de Cursos Técnicos Superiores Profissionais; diplomados em outras licenciaturas cuja situação profissional beneficie de conhecimentos aprofundados nesta área.”

“As pessoas que falaram não conheciam a NF, mas estavam na aula para aprender mais sobre a doença”, refere Elsa Canelo, que foi questionada, sobretudo, sobre “como é diagnosticada a doença e em que idade”.

“Uma aluna do curso de educação especial demonstrou interesse em trabalhar com crianças com NF e perguntou como poderia ter acesso a materiais sobre a doença”, informa.

E o que representa para a dinamizadora da Linha de Apoio ‘Educação na APNF’ a oportunidade de divulgar este projecto junto da comunidade educativa?

“Dar a conhecer este projecto significa a possibilidade de que, no futuro, estes professores tenham maior sensibilidade e conhecimentos para saber lidar com estas crianças e que a Associação é, em si mesma, uma forma de os ajudar e uma entidade à qual poderão recorrer se tiverem alunos com NF”, observa Elsa Canelo, destacando, ainda, a “possibilidade de disseminar na comunidade educativa a existência de novas formas de abordar as dificuldades de leitura.”

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