Estudo inédito evidencia benefícios da prática musical em jovens com NF1

Investigação conduzida pelo Dr. Bruno Cézar Lage Cota, do Centro de Referência em Neurofibromatoses do Hospital das Clínicas da UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais (Brasil), demonstrou que, ao fim de seis meses, a prática sistemática de actividades musicais teve um impacto positivo em algumas dificuldades cognitivas de 17 adolescentes e adultos jovens com neurofibromatose do tipo 1 (NF1).

O estudo ‘Investigação dos efeitos cognitivos decorrentes da prática musical sistemática em pessoas com neurofibromatose tipo 1’, realizado no âmbito da tese de doutoramento do Dr. Bruno Cota, conclui que:

  • Seis meses de actividades musicais, organizadas como prática musical, foram capazes de alterar o funcionamento do cérebro de adolescentes com NF1 – indicando que a doença não impede a sua capacidade de aprendizagem em geral (plasticidade cerebral)
  • Quanto mais jovem e com maiores dificuldades cognitivas era a pessoa voluntária, mais evidentes foram os resultados benéficos das actividades musicais

Em face destes resultados, a AMANF – Associação Mineira de Apoio às Pessoas com Neurofibromatoses, que ajudou a financiar o estudo, salienta a necessidade desta investigação “ser continuada e aprofundada com crianças mais novas com NF1”, a fim de verificar “se a exposição à prática musical mais cedo poderia resultar em melhor função cognitiva ao longo da vida.”

Leia a notícia da AMANF