Investigação em NF1 na Universidade de Wisconsin-Madison
Investigadores da Universidade de Wisconsin-Madison, nos EUA, estão a recorrer à edição genética para criar porcos com mutações genéticas que originam a Neurofibromatose tipo 1.
Na investigação, liderada pelo professor Dhanansayan Shanmuganayagam, poderão vir a ser testados medicamentos nos animais antes de serem prescritos a crianças portadoras de NF1.
O projecto começou a ganhar forma em 2014 por ocasião de um encontro casual, num evento universitário, entre Shanmuganayagam e Charles Konsitzke, director do Centro de Biotecnologia da Universidade de Wisconsin-Madison, pai de um rapaz com NF1, hoje com 12 anos.
Na ocasião, Shanmuganayagam explicou que tinha criado porcos especificamente para estudar doenças cardíacas. Konsitzke sugeriu que se utilizasse a mesma metodologia para a investigação em NF1.
Dois anos volvidos, em 2016, nascia o primeiro porco geneticamente alterado para este fim. Mason, o filho de Konsitzke, deu-lhe o nome de ‘Tank’.
Desde então, foram criados mais de 350 daqueles animais com mutações NF1 descritas em artigos publicados na literatura científica.
Os investigadores querem validar este conceito antes de, potencialmente, criarem um animal específico para cada criança com NF1.
Leia o artigo publicado no The Wall Street Journal:
