Investigação em NF1
Alex Dyson, doutorando na Universidade de Manchester, em Inglaterra, pretende perceber qual a relação entre a NF1 e o autismo.
Na investigação que está a desenvolver sob supervisão dos professores Richard Baines e Gareth Evans e do Dr. Shruti Garg, com financiamento do Medical Research Council, propõe-se determinar de que forma o gene NF1 está envolvido no controlo da função cerebral.
Para isso, utiliza uma mosca da fruta. Ao site da Nerve Tumours UK, Dyson refere que a escolha “não é tão bizarra quanto possa parecer”, na medida em que o nosso sistema nervoso “funciona de maneira notavelmente semelhante” ao daquele animal.

(Fonte: nervetumours.org.uk)
“Além disso, tal como em pessoas que têm NF1 (e/ou autismo), outros investigadores descobriram que moscas sem uma cópia do gene NF1 apresentam dificuldades de aprendizagem, sono, e até de interacções sociais”, realça.
Alex Dyson recorre, sobretudo, a moscas no estágio inicial do seu ciclo de vida, comumente chamadas de larvas.
“Descobrimos que as larvas NF1, assim como muitas pessoas com autismo, denotam uma forte aversão ao toque. E, ao analisar as células do cérebro da mosca, constatamos que as das larvas NF1 são consideravelmente mais activas do que as de outras larvas, possivelmente fornecendo uma pista sobre por que notamos diferenças tão fortes ao nível do comportamento”, analisa.
Segundo Dyson, a investigação depara-se, agora, com três questões-chave:
- Em que parte do cérebro da mosca o gene NF1 é importante para essas funções?
- Em que fase do desenvolvimento é essencial?
- E que outros genes estão envolvidos?
“Ao responder a estas questões, esperamos fornecer informações valiosas que possam ajudar os médicos a identificar tratamentos e melhorar a qualidade de vida de quem mais precisa”, salienta o investigador.
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