Investigação sem precedentes para identificar a predisposição ao cancro de pacientes com NF1
A Children’s Tumor Foundation (CTF) anunciou um estudo inovador com três anos de duração, e financiamento total de quase 2 milhões de dólares (cerca de 1,9 milhões de euros), para determinar se a análise ao sangue baseada no ADN pode permitir uma melhor compreensão e um diagnóstico precoce da predisposição ao cancro nos pacientes com Neurofibromatose tipo 1 (NF1).
“Aproximadamente 7-15% por cento dos pacientes com NF1 podem desenvolver tumores malignos da bainha do nervo periférico, que actualmente não têm cura. O diagnóstico precoce pode proporcionar mais opções de combate a esses tumores, seja cirurgicamente ou através de outras oportunidades de tratamento”, pode ler-se no anúncio da CTF.
Face à evidência, fruto de “dados preliminares”, de que a “análise ao sangue pode melhorar a previsibilidade da evolução do tumor”, salienta aquela organização que “os principais actores em todo o espectro de financiamento da investigação em Neurofibromatose (NF) concordaram que este próximo estudo encerra uma grande promessa e merece ser financiado.”
O estudo alargado terá como premissa a colaboração e troca de informação regular entre todas as equipas de investigação envolvidas.
“Todos concordamos em comunicar abertamente uns com os outros para beneficiar a nossa prioridade comum: a saúde dos pacientes com NF”
Annette Bakker, presidente da CTF
“Acreditamos que a forma mais eficaz de chegar a novos tratamentos para pacientes com NF mais rapidamente é através da colaboração e da partilha de informações”, refere Annette Bakker, presidente da CTF. (…) “Todos concordamos em comunicar abertamente uns com os outros para beneficiar a nossa prioridade comum: a saúde dos pacientes com NF”, anota.
Os Investigadores Principais deste projecto são Angela Hirbe (Washington University) e Jack Shern (National Cancer Institute – National Institutes of Health), em colaboração com Aadel Chaudhuri (Washington University).
“Acreditamos que o resultado deste trabalho será um teste usado regularmente para a detecção da evolução dos tumores de NF1”
Jack Shern, investigador no National Cancer Institute
“A nossa visão para este projecto é expandir os limites das tecnologias de detecção precoce e a compreensão que temos de como os tumores NF1 se desenvolvem. Acreditamos que o resultado deste trabalho será um teste usado regularmente para a detecção da evolução do tumor”, projecta Jack Shern.
Leia o comunicado da CTF, AQUI (em inglês)
