“Mirdametinib pode ter impacto significativo na vida dos pacientes”
Christopher Moertel, investigador e professor na Universidade de Minnesota, nos EUA, e primeiro autor do estudo ReNeu – investigou a eficácia e segurança do mirdametinib em pacientes adultos e pediátricos –, considera que este inibidor de MEK “pode ter um impacto significativo” no tratamento de neurofibromas plexiformes associados à neurofibromatose tipo 1 (NF1-NP).
“Os pacientes com NF1 frequentemente sofrem de um tumor chamado neurofibroma plexiforme. O neurofibroma plexiforme pode causar dor e desfiguração, e pode impactar a qualidade de vida dos pacientes. O nosso principal objectivo ao fornecer medicamentos para o neurofibroma plexiforme é tentar melhorar esses três aspectos”, refere, em entrevista ao Targeted Oncology.
Os resultados da 2.ª fase do estudo ReNeu demonstraram que 41% dos pacientes adultos e 52% dos pacientes pediátricos tiveram uma redução de pelo menos 20% no volume dos NF1-NP
Os pacientes também relataram melhorias em vários marcadores de qualidade de vida, incluindo a gravidade da dor e a interferência da dor. Foram observados eventos adversos, sendo que a maioria foi gerível e não levou a interrupções frequentes do tratamento
Christopher Moertel sustenta que o NF1-NP representa “um problema importante para as pessoas que vivem com NF1”, afigurando-se por isso “crucial ter opções de tratamento disponíveis”.
“Este é o primeiro estudo que forneceu bons dados sobre adultos com NF1. Actualmente, não existem terapias aprovadas para adultos com NF1. Da mesma forma, ter uma alternativa que pode ter um perfil de toxicidade melhorado é importante para esta população de pacientes”, realça ainda.
Recorde-se que a Food and Drug Administration (FDA) dos EUA aceitou novo pedido de medicamento para o mirdametinib submetido pela SpringWorks Therapeutics. Já a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) validou o pedido de autorização de comercialização deste inibidor de MEK no mercado da União Europeia.
“A nossa esperança é que a FDA veja este ensaio de forma favorável e como mais uma razão para aprovar este medicamento para uso na nossa população de pacientes. Com a aprovação da FDA e uma maior disponibilidade, acho que pode ter um impacto significativo”, assinala Moertel.
Leia também:
